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Hospedagem de Podcast

O que e um Podcast?

Uma maneira ágil de ter acesso a conhecimento e entretenimento em qualquer parte do mundo, a qualquer momento. A internet torna isso possível de maneira crescentemente inovadoras, mas uma das mais palatáveis é a voz humana.

O que é um podcast além de uma maneira direta de estabelecer uma ligação com outra pessoa? Essa maneira de gravar e distribuir histórias, experiências e conhecimento é inovadora por sua agilidade e tem alcançado crescente popularidade numa era de pessoas integralmente conectadas por celular.

No entanto, o apelo da voz humana e do compartilhamento de histórias é uma necessidade humana. A voz tem a presença que um texto escrito não carrega, além de expressar emoção e intenção quando o intuito é se relacionar e trocar experiências. 

Na origem dos agrupamentos humanos, nossos ancestrais se reunião em torno de fogueiras, trocando conhecimentos e estabelecendo maior coesão social de maneira rudimentar. 

A prática sobrevive de maneira mais complexa, já que até hoje a troca de experiências é uma questão de sobrevivência. Para além dos congressos e encontros sociais, a fogueira moderna são os meios de comunicação, que rompem barreiras e permitem um diálogo remoto e instantâneo, muitas vezes em polos opostos do mundo! 

Defrontadas com a pergunta “o que é um podcast?”, muitas pessoas responderão tratar-se simplesmente de um programa de rádio em outro meio. Mas a explicação é mais complexa. O formato reúne atributos inéditos e, por isso, é uma ferramenta de comunicação que veio para ficar, e que serve a todos. 

História do podcast

As raízes do podcast remontam ao início dos serviços de áudio digital, ainda nos anos 1980. A distribuição eletrônica de arquivos de áudio era feita de maneira restrita, principalmente em redes institucionais e educativas, ainda antes do surgimento da internet.

É difícil imaginar que a gravação e a distribuição de sons e outros arquivos digitais eram muito mais concentradas e limitadas pela baixa capacidade de processamento das máquinas e de sua conectividade. No entanto, era justamente assim que funcionava.

O rádio digital começou a aparecer no começo dos anos 1990, com a difusão da internet pelo mundo. Músicas e trechos de alguns programas eram disponibilizados em websites nesse período… O que é um podcast, de certa forma, correto?

Sim e não. 

O podcast com capacidade de distribuição mais próximo ao que existe hoje só seria possível com a invenção do RSS, idealizado pelo empreendedor Tristan Louis e implementado pelo programador Dave Winer, em 2000.

O RSS é uma maneira de agrupar diferentes formatos de arquivo em rede, de maneira que os internautas possam acessar atualizações de vários sites em apenas um lugar.

Essa invenção revolucionou a internet, estabelecendo uma nova lógica chamada “Web 2.0”: as pessoas não apenas acessariam sites criados por poucas pessoas, como também passariam a interagir de maneira mais fácil e criar e distribuir, elas mesmas, conteúdo. 

Evolução do formato

Foi no começo dos anos 2000 que os blogs inundaram a internet e ganharam popularidade, passando a competir com meios de comunicação tradicional. A lógica do “registro pessoal” dos blogs encontrou expressão nos podcasts. Foi nesse momento em que eles passaram a ser verdadeiramente difundidos e criados.

Rádios e produtores alternativos passaram a competir pela atenção do público, cada vez mais, em pé de igualdade. 

Assim, o podcast poderia ser tanto um programa ou segmento de programa de rádio distribuído na internet quanto alguma criação independente, que nunca atingiria meios de grande difusão convencionais – por temas impopulares, linguagem “imprópria” ou outro motivo qualquer.

Assim, muitos criadores com audiência segmentada ou sem compromissos comerciais passaram a veicular programas mais longos e com linguagem mais experimental do que os programas de rádio digitais. 

Com o crescimento da segmentação de público também entre os meios tradicionais de comunicação, as diferenças de linguagem que permite separar o que é um programa de rádio e o que é um podcast estão cada vez mais tênues – e o rádio tem se “mesclando” à TV, em transmissões com vídeo e outros formatos multimeios.

Podcast Hoje 

Certo, mas o que é um podcast atualmente? Hoje em dia, a sensação geral é da existência de um excedente de pitacos e produções independentes. Afinal de contas, a capacidade de indexação dos programas e de sua execução com as novas tecnologias torna inviável dar uma chance a todos os programas antes de escolher qual ouvir.

Por isso, os ouvintes tendem a recorrer à curadoria (muitas vezes, de “influenciadores”) e buscar por opções com apuro superior na produção do conteúdo e na qualidade sonoro.

Olhando sob o ponto de vista dos produtores de programas, a competição acirrada e a possibilidade de entender a segmentação da audiência são elementos cruciais para manter o nível dos podcasts.

As modernas ferramentas de análise de métricas permitem: 

  • Entender quanto tempo cada ouvinte ouve cada programa  
  • Quais os segmentos mais ouvidos de cada programa
  • A partir de que plataforma de áudio o programa é escutado
  • A partir de que tipo de máquina o programa é acessado
  • A localização geográfica dos ouvintes – desde o país até o bairro, a depender da complexidade das ferramentas de análise

Além disso, vários serviços oferecem hospedagem e publicação automatizada dos programas, cortando grande parte da mão de obra do produtor. Hoje, o esforço é mais concentrado na produção do programa e na análise da resposta da audiência. 

Em suma, o que é um podcast hoje: um produto muito mais profissionalizado do que há alguns anos.

Por Que Todo Profissional Deveria Fazer um Podcast

A força de trabalho é a mercadoria principal de todo profissional. Num mundo globalizado e conectado integralmente pela internet, as comportas da competição foram abertas: é cada vez mais difícil competir por visibilidade e pela atenção das pessoas. 

Logo, todo profissional tem que encarar o desafio de provar que seu serviço vale o que é cobrado, ainda que seja mais caro que o de alguém do outro lado do mundo disposto a fazer algo similar por menos – ou mesmo que as tecnologias de automação prometam superar a qualidade daquele serviço. Todos foram “promovidos” a comunicadores.

As redes sociais são uma ferramenta para atrair audiência interessada em diferentes pontos de vista. No entanto, cada rede social tem suas fragilidades:

  • Facebook: O impulsionamento de conteúdo nesta rede atende critérios nada transparentes e dificulta cada vez mais a criação “orgânica” de audiência. Tem uma base gigantesca de usuários, mas a interação entre eles já não está em seu auge. Além disso, a rede teve a imagem maculada por recentes escândalos de brecha de privacidade. 
  • Twitter: As críticas de manipulação de audiência com robôs e outros métodos dificulta a promoção de conteúdo feita honestamente. É um espaço ágil para troca de informações breves, mas também um ambiente com potencial crescentemente hostil.
  • Instagram: A “sucessora” do Facebook, é uma rede relativamente superficial, focada em imagens. No entanto, o recurso dos “stories” torna-a um bom lugar para contar histórias e conteúdos mais aprofundados – e fidelizar audiências.
  • Tik Tok: É a nova promessa de “rede social-padrão”. A promoção comercial ainda é relativamente incipiente por lá e também um tanto rasa – é uma rede muito ágil.

De modo geral, são espaços para divulgação de conteúdo e interações breves. Entender o que é um podcast abre as portas de uma “vitrine” profissional para o aprofundamento em temas muito variados: desde o noticiário e músicas, passando por ecologia, entretenimento, temas médicos, comédia, jogos, lazer, ficção, ciência, tecnologia, esportes…

A lista não tem fim e se expande cada vez mais. Boas produções com diferenciais de conteúdo podem se tornar referência e impulsionar a imagem dos profissionais responsáveis. 

As plataformas digitais ampliam o alcance do programa a virtualmente qualquer pessoa que tenha a atenção presa pelo tema e, especialmente, pela maneira com que ele é tratado. 

A associação com outros produtores de conteúdo, a publicação automatizada e uma boa divulgação fazem parte do processo para alcançar algo fundamental para o que é um podcast hoje: encontrar seu nicho de ouvintes e deixar claro por que somente um bom profissional trataria de um determinado tema daquela maneira particular.

A figura do “influenciador”

A abundância de nichos de comunicação causa o fenômeno engraçado de, muitas vezes, nos depararmos com “famosos anônimos”: indivíduos que são celebridades entre um número de pessoas próximas, mas cuja existência sequer suspeitávamos. Isso seria praticamente inconcebível na época em que a novela era a atração principal nos lares brasileiros, e não o celular.

Muitas dessas figuras são os famosos “influenciadores digitais”.

Não existe consenso sobre o conceito de “influenciador”. No entanto, a ideia de influência que caracteriza essas pessoas está ligada ao mundo do marketing. São indivíduos que têm algum tipo de credibilidade, abertura ou carisma com um determinado agrupamento de pessoas a ponto de poder influenciá-las e persuadi-las – em geral, a comprar um produto, serviço ou ideia.

O que é um podcast nas mãos de um “influenciador”? Marcas e grandes empresas têm se servido desses formadores de opinião virtuais para bancar tendências de consumo a audiências específicas. 

Muitas vezes, o arranjo é interessante como uma forma de baratear os esforços publicitários, numa relativa terceirização da comunicação com públicos que, muitas vezes, seriam de difícil alcance e fidelização.

Indivíduos que conseguem encontrar uma voz própria e contar sua própria verdade no mundo digital são aqueles com maior potencial de influenciar outras pessoas – por razões pessoais ou comerciais. 

Para esses casos, os podcasts são plataformas magníficas: a liberdade absoluta de formato, conteúdo e divulgação tornam possível criar uma atração completamente customizada como em nenhum momento da história da comunicação. É um esforço contínuo, mas recompensador, a quem acha que tem algo a dizer.